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Raquel Lyra amplia vantagem sobre João Campos e lidera disputa pelo governo de Pernambuco, mostra Datafolha

Nailton Santos


Governadora aparece com 47% das intenções de voto contra 40% do ex-prefeito do Recife; pesquisa também revela quatro nomes empatados na corrida ao Senado

A governadora Raquel Lyra (PSD) segue na frente na disputa pela reeleição em Pernambuco e amplia a distância em relação ao seu principal adversário, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). É o que aponta a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na sexta-feira (21/08).

Segundo o levantamento, Raquel Lyra tem 47% das intenções de voto, enquanto João Campos aparece com 40%. A diferença de 7 pontos percentuais está acima da margem de erro da pesquisa, que é de 3 pontos para mais ou para menos.

Quando se consideram apenas os votos válidos — sem contar brancos, nulos e indecisos —, a vantagem da governadora fica ainda mais evidente: 52% contra 44% de João Campos, cenário em que a eleição estaria decidida já no primeiro turno.

Outros candidatos somam pouco

Os demais nomes na disputa somaram percentuais bem menores. Ivan Moraes (PSOL) marcou 1%, mesmo índice registrado por Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU). Já Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) não pontuaram na pesquisa.

Os votos em branco, nulos ou destinados a nenhum dos candidatos somaram 5% do total, enquanto 4% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

Sem citar nomes, cenário se repete

Na pesquisa espontânea — quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos — Raquel Lyra também aparece na frente, sendo citada por 39% dos eleitores. João Campos vem em seguida, com 26% das menções.

Chamou atenção o fato de 25% dos entrevistados não conseguirem indicar um nome, enquanto 4% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato. Outros 4% deram respostas diversas, 1% mencionou "o atual governador" (sem citar o nome diretamente) e 1% lembrou do ex-governador Eduardo Campos, pai de João Campos, morto em 2014.

Como foi feita a pesquisa

O Datafolha entrevistou 1.204 eleitores pernambucanos com 16 anos ou mais, entre os dias 18 e 20 de agosto. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo em parceria com a TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números PE-01528/2026 e BR-00109/2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Avanço da governadora é atribuído à gestão

A pesquisa também mostrou como está a avaliação do governo estadual: 50% dos entrevistados classificaram a administração de Raquel Lyra como ótima ou boa. Outros 30% consideraram a gestão regular, 18% avaliaram como ruim ou péssima, e 2% não souberam responder.

De acordo com aliados e analistas, o avanço da governadora nas pesquisas — depois de meses atrás de João Campos — está relacionado ao aumento da aprovação de seu governo, à maior presença dela no interior do estado e à estratégia de manter o debate concentrado em temas locais, evitando polarização nacional.

Raquel tem adotado uma postura de neutralidade em relação à disputa presidencial, buscando apoio tanto entre aliados de Lula (PT) quanto entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Já João Campos intensificou sua agenda pelo interior de Pernambuco e passou a reforçar sua ligação com o presidente Lula, um dos principais nomes de força eleitoral no estado. O ex-prefeito também tem resgatado a memória do pai, o ex-governador Eduardo Campos, que governou Pernambuco entre 2007 e 2014.

Nos últimos dias, o PSB, partido de João Campos, tentou pressionar o PSOL para que o candidato Ivan Moraes desistisse da disputa, mas a articulação não avançou e o partido manteve sua candidatura própria no estado.

Rejeição também foi medida

O instituto também apurou o índice de rejeição dos candidatos. João Campos lidera essa lista negativa: 32% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de forma alguma. Raquel Lyra vem na sequência, com 29% de rejeição.

Completam a lista: Renan Hallais (20%), Guilherme Fonseca (18%), Ivan Moraes (17%), Victor Assis (16%), Professor Jeremias do Banco (12%) e Professora Camila (12%). Ainda segundo a pesquisa, 3% dos entrevistados disseram não rejeitar nenhum candidato, e 2% afirmaram rejeitar todos.

Disputa segue acirrada desde julho

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 31 de julho, o cenário permanece dentro da margem de erro: na época, Raquel Lyra tinha 48% das intenções de voto, contra 42% de João Campos — ou seja, os números seguem praticamente estáveis, com leve oscilação para ambos os lados.

Senado tem quatro nomes embolados na liderança

A pesquisa Datafolha também mediu a corrida ao Senado por Pernambuco, que disputa duas vagas neste ano. O cenário está embaralhado, com Marília Arraes (PDT) na frente numericamente, mas tecnicamente empatada com outros três candidatos: Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP).

Marília aparece com 15% das intenções de voto, seguida por Humberto Costa (14%), Mendonça Filho (12%) e Eduardo da Fonte (11%).

Na sequência, Túlio Gadêlha (PSD) marcou 5%. Carlos Sant'Anna (Novo) e Pastor Gilvan Costa (Democrata) tiveram 2% cada, enquanto Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timoteo (UP) e Mariano Macedo (PSTU) marcaram 1% cada um. Já Gorett Bitu (UP) e Mailson da Silva Neto (PCO) não pontuaram.

Os votos em branco, nulos ou destinados a nenhum candidato somaram 23%, enquanto 14% dos eleitores disseram estar indecisos sobre quem escolher para as duas vagas ao Senado.

Com informações do Datafolha/Folha de S.Paulo.

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