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Operação da Polícia Civil prende 11 integrantes de quadrilha especializada em furtos de gado no Extremo Sul baiano

Nailton Santos


 Grupo atuava de forma estruturada em oito municípios, abatendo animais nas próprias fazendas e comercializando a carne; foram apreendidos celulares, armas e veículos.

A Polícia Civil deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (25) que resultou na prisão de 11 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa dedicada a furtos de gado em propriedades rurais do Extremo Sul da Bahia. Entre os detidos estão nove homens, com idades variando entre 21 e 49 anos, e duas mulheres, de 20 e 26 anos.

Dois dos presos — um homem de 32 anos e uma mulher de 26 anos — eram alvo de mandados de prisão preventiva e também foram autuados em flagrante por receptação qualificada. A operação também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Porto Seguro, incluindo os distritos de Arraial d'Ajuda e Trancoso.

Segundo as investigações, o grupo funcionava com uma estrutura bem definida, com divisão clara de tarefas entre seus membros. As ações criminosas ocorriam em oito municípios: Guaratinga, Itabela, Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Itapebi e Itagimirim. Os alvos eram predominantemente propriedades rurais isoladas e com pouca vigilância, e os roubos aconteciam principalmente durante a noite.

A modus operandi do grupo era sempre a mesma: após invadir as fazendas, os suspeitos abatiam os animais ainda no local e realizavam o corte imediatamente, extraindo as partes destinadas à venda. Para executar os crimes, utilizavam veículos locados, instrumentos específicos para abate e processamento de carne, e em algumas situações, armas de fogo.

Durante as diligências, a polícia apreendeu 10 celulares, uma espingarda calibre .22, um veículo e diversos objetos ligados às atividades criminosas. As investigações também revelaram uma estrutura de apoio paralela, responsável pelo transporte, logística e escoamento da carne roubada. Além disso, foram identificadas movimentações financeiras relacionadas às despesas das operações e à divisão dos lucros entre os envolvidos.

A apuração também apontou o envolvimento de outras pessoas ligadas à comercialização da carne, sugerindo uma rede maior de distribuição e venda do produto ilícito.

A operação foi conduzida pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis), com participação dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sul, Costa do Cacau e Extremo Sul). Os presos permanecem à disposição da Justiça.


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